Noite tempestuosa.
Transformei meus pensamentos em gotas e eles caíram
Tentei perceber teu rosto
Mas não consegui
Tentei perceber teus olhos e eles fugiram
E voltaram, e eu os agarrei com todo amor e força que podia
Então você sorriu e olhou prá aquela vadia
E os pensamentos gotejantes caíram em desespero
Caíram pelos teus olhos
Caíram pelo teu beijo.
Tempestades violentas e paixões arredias
Transformam qualquer poema
Transformam qualquer noite em dia.
[Raissa Michels – 25.03.11]
postado pela autora
Onde estão todas as flores
Que perfumavam o vento,
Nos trazendo tanto alento
Nas horas de solidão?
Secaram nos seus canteiros
Por causa da poluição
Onde estás, água serena,
Deste rio aventureiro,
Tão lindo e trasparente
Bordada toda de peixes?
Sujaram tuas águas mansas
Com tanta poluição.
Devastaram toda mata
Queimaram nossa esperança.
Onde estão os passarinhos
Que abandonaram seus ninhos,
Só encontraram no caminho
Uma mata de concreto?
Estão morrendo todinhos
Por falta de moradia.
Onde estás lindo chorão
Da nossa Praia de Belas,
Com teus galhos pelo chão,
Espelhando-te no rio,
Namoravas as estrelas?
Não posso mais respirar,
Sinto um sufuco tremendo,
O vento não tem perfume,
A fruta perdeu o sabor.
Não posso mais ver os peixes
Nadando no manso rio,
Envenenaram suas águas
Com tanta poluição.
Eu sinto que eu e o mundo
Sem poder mais respirar
Aos poucos estamos morrendo.
postado por Maria Lunardi Kling
a questão não é ser explícito ou subentendido,pois cada um, a sua maneira, é arte,assim como o branco e o preto fazem sua parte.o problema é aquela gente que tentasem ter a gana de conseguir,visto que é muito mais fácil partir antes do outro ir.e, no final, todo mundo acaba por se encontrar absortonessa coisa do “antes matar do que ser morto”!oras, quanta besteira…quem quer, que queira!
(postado por @efebete)
Seu corpo é um oceano em que mergulho
Sem pensar, que me leva, me faz flutuar
Intenso, teus lábios molhados tocam os meus
Me devoram e tu me prendes, dentro de ti
Teu olhar no escuro encontra os meus,
Te envolvo em meus braços e te seguro,
Estou já no fundo, sem querer voltar,
Enxergo as estrelas no fundo do mar
E ao teu lado, quero ficar.
Laura Linn
(postado pela autora)
Toda foto é um adeus
Transformado em até breve
Pois não há tempo que leve
Este eterno nunca mais
Como estrelas que vão pro céu
Quando morrem a cada dia
Em um ciclo de nostalgia
À noite tornam-se imortais
Se a saudade é a lembrança
Que está presa na ampulheta
A cada instante obsoleta
E o tempo insiste em esquecê-la
Eu procuro sempre o brilho
Nas pessoas ou lugares
E pra que nada nos separe
Fotografo sua estrela
(allan dias castro)
(postado pelo autor)
Trecho final de Kaddish, poema do livro Uivo, de Allen Ginsberg, na voz de Fernanda Sherer, da L&PM Editores.
Filed under Uivo Allen Ginsberg
Nós vamos fingir que nos amamos
Até encontrarmos outros planos
Que nos façam rumar para outras vias
Que nos tragam mais alegrias do que essa
[InsatisfaçãoEntão, veremos as sobras do passado
Percebemos que vivemos tudo errado
E nada servirá de cura
A desenfreada vida, viva de amargura.
Thiago Augusto Corrêa
(postado pelo autor)
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/11 Marilda lavienrosVento frio que arrepia a alma
perpassando poros em suaves tangencias
trazes também dos rumores da vida,
silvos,fragrancias e reticencias,
Mostras assim cálidos suspiros
das brumas que cruzaste em coro,
rasgando espaços sem destino certo
do desiludido sufocando o choro,
Abraças com ímpeto o viajante
da nau vida ,voraz em labaredas
teus acordes ferem os ouvidos
e dos que passam nem te apiedas,
Teces imagens de nuvens suaves
na distância do horizonte em brumas,
tocas a harpa do destino em sons fugazes
fazendo a vida esvair-se em violetas plumas…
21/03/11 Marilda lavienrose
(postado pela autora)
A CHAVE PARA A SABEDORIA
ESTÁ NA MENTE
NO SEU DIA-A-DIA
A CHAVE PARA A FELICIDADE
ESTÁ NO CORAÇÃO
SEM MALDADE
A CHAVE PARA A VIDA
ESTÁ NA EDUCAÇÃO
A MELHOR SAÍDA
A CHAVE PARA A LIBERDADE
ESTÁ NO SEU LIMITE
RESPEITANDO A SOCIEDADE
A CHAVE PARA O AMOR
ESTÁ EM VOCE
NO SEU INTERIOR
SEJA UM VENCEDOR(A)!
(UESLEI CALDEIRA,1998)
VALEU!
(postado pelo autor)
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Eu sou as minhas mentiras,
Meus erros, meus passos,
Meus sucessos, meus fracassos,
Inteiro ou em tiras.
Sou o que sobra
Quando o dia acaba.
Quando as esperanças ficam fracas,
Sou também eu o que chora.
Sou, afinal, o mero resultado
De todo o meu passado,
De tudo que é parte de mim.
Sou eu olhando no espelho,
A cada dia ficando mais velho:
Serei eu, o mesmo, até o fim.
Diogo Pimentel
(postado pelo autor)
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E se derrepente
O mundo sumisse
E nada mais existisse
Em meio a uma ilusão
Tudo virasse poeira
Meus olhos flutuassem verdes
Minha mente se escondesse, pense
A cor da vida seria paixão
O nada se sentiria sozinho
A mentira secaria em prantos
A maldade acabaria em gemidos
E ninguém mais sentiria dor no coração
As almas voariam livres
Estrelas seriam borboletas
Os mendigos sairiam da sarjeta
E o solitário não estaria mais em solidão
O tempo passaria parado
As verdades virariam fatos
Não fardos, não mofados.
E a fome se mataria com leite e pão
Minha alma transcenderia os mundos
O fogo ficaria cego, surdo, mudo.
Minhas palavras ecoariam num mar de ondas doces
E as crianças não chorariam mais por escravidão
Esse é o fim de tudo
É feliz, é marcado, é justo.
O inferno se tornaria lotado
E o paraíso mataria de gratidão
Murilo Neumann
(postado pelo autor)
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Outro dia acordei,
com o dia ainda dormindo,
chamei-o de noite
e ele me veio sorrindo.
Chamou-me de menino.
Menino que sou,
homem em formação,
estendi um braço,
apertei sua mão,
Disse: Prazer, sou filho do amor,
Seu companheiro em extinção.
Ainda sonolento,
o dia me indagou:
Menino homem,
do amor, tu é mais que criação,
tuas rimas são pobres,
mas surgem com boa intenção.
Sei que já embolou versos,
palavras,
e dialetos de muitas das poucas nações.
Hoje embola perfumes,
peles,
olhares,
e as mais diversas situações.
Mas saiba colecionador de saberes,
minha sincera opinião:
Nada nesse mundo hoje te segura,
além daquele único,
e mais simples coração.
Tu é parte viva daquele,
que antes,
bem antes já confessou ser poeta.
O amor também é teu único Deus,
e você,
mais um profeta.
Ariel Gricio
(postado por opoetadonarizvermelho)
Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.
Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!
(poema de Florbela Espanca, no livro Poesia de Florbela Espanca volume 1)
(postado por L&PM Editores)